Resumo e Foco do Estudo
Publicado na Revista OPUS, periódico oficial da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM), este artigo investiga de forma detalhada como diferentes protocolos de simulação geram impressões, percepções subjetivas e respostas autonômicas distintas durante o treinamento com biofeedback voltado ao controle da Ansiedade na Performance Musical (APM).
O estudo analisa as experiências vivenciadas por instrumentistas em duas etapas complementares de intervenção:
- Fase 1: Simulação Mental: Treinamento de autorregulação fisiológica enquanto o músico visualiza e imagina detalhadamente a execução musical e o contexto da apresentação.
- Fase 2: Simulação Virtual: Exposição a ambientes virtuais controlados que recriam a presença de público e bancas examinadoras.
Aspectos Metodológicos e Discussão Psicofisiológica
Devido à necessidade de imobilidade nos sensores de alta precisão do equipamento de biofeedback durante certas fases de calibração, a simulação de performance exigiu uma estruturação minuciosa que contemplou:
- Contexto Espacial: Visualização da acústica e dimensões da sala de concerto e do palco.
- Contexto Situacional: Recriação mental do nível de exigência de recitais, concertos solo e bancas examinadoras.
- Memória Multissensorial Instrumental: Resgate simultâneo da memória cinestésica (movimento das mãos), auditiva e visual da obra instrumental.
Conclusões e Contribuições:
Os relatos dos músicos forneceram evidências ricas sobre como a percepção de controle fisiológico (frequência cardíaca, condutância da pele e respiração) altera a autoconfiança no palco. O estudo conclui que protocolos integrados de simulação mental combinados ao biofeedback oferecem um caminho prático indispensável para que instrumentistas desenvolvam estabilidade emocional duradoura e prontidão performativa.
Referência Bibliográfica e Acesso
Borges, N., Marinho, H., Barros, S., Araújo, M. V., & Pereira, A. (2023). Biofeedback from the inside: impressões e percepções sobre os processos de simulação durante o treinamento para controle da ansiedade na performance musical. OPUS, v. 29, n. 2.
DOI: 10.20504/opus2023.29.02

